Citações & Considerações
Este espaço é para compartilhar temas variados...também uma oportunidade de homenagear nossos pensadores preferidos.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
O FUTURO DE UMA ILUSÃO...
“...Tudo que acontece neste mundo constitui expressão das intenções de uma inteligência superior para conosco, inteligência que, ao final, embora seus caminhos e desvios sejam difíceis de acompanhar, ordena tudo para melhor – isto é, torna-o desfrutável para nós. Sobre cada um de nós vela uma Providência benevolente que só aparentemente é severa e que não permitirá que nos tornemos um joguete das forças poderosas e impiedosas da natureza. A própria morte não é uma extinção, não constitui um retorno ao inanimado inorgânico, mas o começo de um novo tipo de existência que se acha no caminho da evolução para algo mais elevado. E, olhando na outra direção, essa visão anuncia que as mesmas leis morais que nossas civilizações estabeleceram governam também o universo inteiro, com a única diferença de serem mantidas por uma corte suprema de justiça incomparavelmente mais poderosa e harmoniosa. Ao final, todo bem é recompensado e todo mal, punido, se não na realidade, sob esta forma de vida, pelo menos em existências posteriores que se iniciam após a morte. Assim, todos os terrores, sofrimentos e asperezas da vida estão destinados a se desfazer.A vida após a morte, que continua a vida sobre a terra exatamente como a parte invisível do espectro se une à parte visível, nos conduz à perfeição que talvez tenhamos deixado de atingir aqui. E a sabedoria superior que dirige esse curso das coisas, a bondade infinita que nela se expressa, a justiça que nela atinge seu objetivo, são os atributos dos seres divinos que também nos criaram, e ao mundo como um todo, ou melhor, de um ser divino no qual, em nossa civilização, todos os deuses da Antiguidade foram condensados. O povo que pela primeira vez alcançou êxito em concentrar assim os atributos divinos não ficou pouco orgulhoso de seu progresso. Descerrara à vista o pai que sempre se achara oculto por detrás de toda figura divina, como seu núcleo. Fundamentalmente, isso constituía um retorno aos primórdios históricos da idéia de Deus. Agora que este era uma figura isolada, as relações do homem com ele podiam recuperar a intimidade e a intensidade do relacionamento do filho com o pai. Mas, já que se fizera tanto pelo próprio pai, desejava-se obter uma recompensa, ou, pelo menos, ser o seu filho bem-amado, o seu Povo Escolhido. Muito mais tarde, a piedosa América reivindicou ser o “Próprio País de Deus” [ God’s own coutry], e, com referência a uma das formas pelas quais os homens adoram a divindade, essa reivindicação é indubitavelmente válida.” ( S. Freud. O futuro de uma ilusão)
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
INTELIGÊNCIA / INTUIÇÃO
...“ A inteligência humana que é, antes de mais nada, um instrumento de ação, tem que aceitar a ferramenta da linguagem. É imperfeita mas indispensável. Todavia, é preciso que o espírito retome de tempos em tempos o contato direto com o real, sob pena de que as palavras abstratas e os conceitos que elas representam cheguem a entrar em choque, numa luta irreal e perigosa.”
...”A intuição é a maneira de pensar que consiste em transportar-se pelo espírito ao âmago da coisa estudada e a extrair dela a verdade do interior.”
...” A ciência do mundo externo é filha da quantidade.... A vida interior ignora a quantidade; pertence ao domínio da qualidade. Um sofrimento não é duas vezes mais forte, nem dez vezes, que outro. Não é possível elevar ao quadrado um sentimento amoroso.Sentimentos e sensações crescem e decrescem de maneira totalmente diversa, que tentamos exprimir por imagens, mas que não podemos medir.” ( Henri Bergson)
...”A intuição é a maneira de pensar que consiste em transportar-se pelo espírito ao âmago da coisa estudada e a extrair dela a verdade do interior.”
...” A ciência do mundo externo é filha da quantidade.... A vida interior ignora a quantidade; pertence ao domínio da qualidade. Um sofrimento não é duas vezes mais forte, nem dez vezes, que outro. Não é possível elevar ao quadrado um sentimento amoroso.Sentimentos e sensações crescem e decrescem de maneira totalmente diversa, que tentamos exprimir por imagens, mas que não podemos medir.” ( Henri Bergson)
quarta-feira, 22 de abril de 2009
MUDAR A VIDA...
"...Nenhuma mudança positiva pode acontecer na vida enquanto você se agarra ao pensamento de que o motivo para não viver bem está fora de você. Enquanto responsabilizar inteiramente os outros, que o tratam injustamente - um marido grosseiro, um chefe exigente e pouco encorajador, maus genes, compulsões irresistíveis - , sua situação vai estar em um impasse.Você e apenas você é responsável pelos aspectos cruciais da sua situação na vida, e apenas você tem o poder de mudá-los. Mesmo que enfrente obstáculos externos opressores, você ainda vai ter a liberdade e a oção de assumir diferentes atitudes perante eles." ( Irvin D. Yalom )
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
A VERDADE...
" ... A verdade talvez não nos liberte, mas mentir para nós mesmos em nome de um prazer temporário é a suprema loucura. As decisões que não se baseiam na realidade tendem a dar errado.Talvez seja impossível termos uma visão absolutamente verdadeira de nós mesmos. Mas, se estivermos sempre atentos para as motivações e conseqüências dos nossos atos, podemos tomar consciência de que estamos nos enganando e voltar atrás.Quando o nosso sonho do que poderíamos ser entra em conflito com a verdade do que somos, nos tornamos cegos e surdos. E deixamos de crescer como seres humanos." ( Gordon Livingston)
terça-feira, 7 de outubro de 2008
HUMANO DEMAIS...
OFENDER E SER OFENDIDO - É muito mais agradável ofender e mais tarde pedir perdão do que ser ofendido e conceder perdão. Quem faz a primeira coisa dá mostra de poder , e em seguida de bom caráter. O outro, se não quiser passar por desumano, tem de perdoar.Por causa dessa obrigação, é mínimo o prazer na humilhação do outro.
JULGAR ERRONEAMENTE - Quem quer sempre escutar os julgamentos que fazem de sua pessoa, terá sempre desgosto. Pois mesmo por aqueles que nos são mais próximos, somos julgados erroneamente. Mesmo bons amigos podem dar vazão ao aborrecimento numa palavra desfavorável;e seriam eles nossos amigos se nos conhecessem precisamente? -Os juízos dos indiferentes causam muita dor, porque soam tão imparciais , quase objetivos. Mas se notamos que alguém que nos é hostil nos conhece num ponto sigiloso,tão bem quanto nós mesmos, como é enorme então nossa contrariedade!
( NIETZSCHE)
JULGAR ERRONEAMENTE - Quem quer sempre escutar os julgamentos que fazem de sua pessoa, terá sempre desgosto. Pois mesmo por aqueles que nos são mais próximos, somos julgados erroneamente. Mesmo bons amigos podem dar vazão ao aborrecimento numa palavra desfavorável;e seriam eles nossos amigos se nos conhecessem precisamente? -Os juízos dos indiferentes causam muita dor, porque soam tão imparciais , quase objetivos. Mas se notamos que alguém que nos é hostil nos conhece num ponto sigiloso,tão bem quanto nós mesmos, como é enorme então nossa contrariedade!
( NIETZSCHE)
segunda-feira, 14 de julho de 2008
VIDA E VIVÊNCIA...
"Se observarmos como alguns indivíduos sabem lidar com suas vivências - suas insignificantes vivências diárias -, de modo a elas se tornarem uma terra arável que produz três vezes por ano; enquanto outros - muitos outros! - são impelidos através das ondas dos destinos mais agitados, das multifárias correntes de tempos e povos, e no entanto continuam leves, sempre em cima,como cortiça: então ficamos tentados a dividir a humanidade numa minoria que sabe transformar o pouco em muito e numa maioria que sabe transformar muito em pouco; sim , deparamos com esses bruxos ao avesso, que, em vez de criar o mundo a partir do nada, criam o nada a partir do mundo " ( Nietzsche)
sábado, 12 de julho de 2008
... SOLIDÃO
" ...Solidão não é estar só. Quem está desacompanhado está só, enquanto a solidão se manifesta mais nitidamente na companhia de outras pessoas.
...Na opinião de Epicteto ( o filósofo escravo), o homem solitário vê-se rodeado por outros com os quais não pode estabelecer contato e a cuja hostilidade está exposto. O homem só, ao contrário, está desacompanhado e, portanto, " pode estar na companhia de si próprio" ,já que os homens têm capacidade de " falar consigo mesmos". Em outras palavras, quando estou só, estou " comigo mesmo" , em companhia do meu próprio eu, e sou, portanto, dois-em-um; enquanto, na solidão, sou realmente apenas um, abandonado por todos os outros. A rigor, todo ato de pensar é feito quando se está a sós, e constitui um diálogo entre eu e eu mesmo; mas esse diálogo dos dois-em-um não perde o contato com o mundo dos meus semelhantes, pois que eles são representados no meu eu, com o qual estabeleço o diálogo do pensamento. O problema de estar a sós é que esses dois-em-um necessitam dos outros para que voltem a ser um - um indivíduo imutável cuja identidade jamais pode ser confundida com a de qualquer outro ...
...O que torna a solidão tão insuportável é a perda do próprio eu, que pode realizar-se quando está a sós, mas cuja identidade só é confirmada pela companhia confiante e fidedigna dos meus iguais. Nessa situação, o homem perde a confiança em si mesmo como parceiro dos próprios pensamentos, e perde aquela confiança elementar no mundo que é necessária para que se possam ter quaisquer experiências. O eu e o mundo, a capacidade de pensar e de sentir, perdem-se ao mesmo tempo." ( Hannah Arendt)
...Na opinião de Epicteto ( o filósofo escravo), o homem solitário vê-se rodeado por outros com os quais não pode estabelecer contato e a cuja hostilidade está exposto. O homem só, ao contrário, está desacompanhado e, portanto, " pode estar na companhia de si próprio" ,já que os homens têm capacidade de " falar consigo mesmos". Em outras palavras, quando estou só, estou " comigo mesmo" , em companhia do meu próprio eu, e sou, portanto, dois-em-um; enquanto, na solidão, sou realmente apenas um, abandonado por todos os outros. A rigor, todo ato de pensar é feito quando se está a sós, e constitui um diálogo entre eu e eu mesmo; mas esse diálogo dos dois-em-um não perde o contato com o mundo dos meus semelhantes, pois que eles são representados no meu eu, com o qual estabeleço o diálogo do pensamento. O problema de estar a sós é que esses dois-em-um necessitam dos outros para que voltem a ser um - um indivíduo imutável cuja identidade jamais pode ser confundida com a de qualquer outro ...
...O que torna a solidão tão insuportável é a perda do próprio eu, que pode realizar-se quando está a sós, mas cuja identidade só é confirmada pela companhia confiante e fidedigna dos meus iguais. Nessa situação, o homem perde a confiança em si mesmo como parceiro dos próprios pensamentos, e perde aquela confiança elementar no mundo que é necessária para que se possam ter quaisquer experiências. O eu e o mundo, a capacidade de pensar e de sentir, perdem-se ao mesmo tempo." ( Hannah Arendt)
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